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Um gesto simples que pode transformar inúmeras vidas

Todos os anos, o mês de junho é marcado pela campanha Junho Vermelho, uma iniciativa que busca conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue.

Apesar dos avanços da medicina, ainda não existe substituto artificial capaz de desempenhar todas as funções do sangue humano. Por isso, os estoques dos hemocentros dependem diretamente da solidariedade dos doadores para atender pacientes que necessitam de transfusões e procedimentos complexos.

Por que a doação de sangue é tão importante?

Uma única doação pode beneficiar várias pessoas.

O sangue coletado é separado em diferentes componentes, como:

Cada um desses componentes pode ser utilizado em situações específicas, ampliando o impacto positivo de uma única doação.

Quem precisa de transfusões de sangue?

O sangue doado é fundamental para pacientes em diversas situações, incluindo:

A relação entre a doação de sangue e procedimentos cirúrgicos

Tanto durante procedimentos cirúrgicos quanto no período pós-operatório, pode haver necessidade de transfusões sanguíneas.

Além disso, pacientes renais crônicos frequentemente apresentam anemia relacionada à própria doença renal, podendo necessitar de suporte transfusional em determinadas situações clínicas.

Por esse motivo, a manutenção de estoques adequados de sangue é essencial para garantir a segurança dos procedimentos.

Quem pode doar sangue?

De maneira geral, podem doar sangue pessoas que:

Algumas condições temporárias ou permanentes podem impedir a doação, sendo necessária avaliação individual realizada pelo hemocentro.

Como se preparar para doar?

Antes da doação, recomenda-se:

Mitos e verdades sobre a doação de sangue

Doar sangue enfraquece o organismo?

Não. O organismo repõe naturalmente os componentes sanguíneos doados.

Doar sangue causa doenças?

Não. Todo o material utilizado é estéril, descartável e utilizado apenas uma vez.

Posso doar mais de uma vez?

Sim. Homens podem doar até quatro vezes por ano e mulheres até três vezes por ano, respeitando os intervalos recomendados.

Um ato de solidariedade que salva vidas

A doação de sangue é um dos gestos mais importantes de solidariedade que uma pessoa pode realizar. Em poucos minutos, é possível contribuir diretamente para tratamentos, cirurgias e procedimentos que dependem da disponibilidade de sangue para acontecer com segurança.

Durante o Junho Vermelho, a conscientização ganha ainda mais relevância, reforçando a necessidade de manter os estoques abastecidos ao longo de todo o ano.

Ao doar sangue, você ajuda pacientes em tratamento, vítimas de acidentes e pessoas que aguardam procedimentos complexos.

Uma atitude simples pode representar uma nova oportunidade de vida para alguém.


Referências

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Doação de sangue. Disponível em: https://www.gov.br/saude

HEMOCENTRO DE SÃO PAULO. Orientações para doadores. Disponível em: https://www.prosangue.sp.gov.br

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS (ABTO). Dados e informações sobre transplantes no Brasil. Disponível em: https://site.abto.org.br

Com a chegada do frio, aumentam os casos de gripe e doenças respiratórias

Durante o inverno, é comum observar um aumento significativo nos casos de gripe e outras infecções respiratórias. As temperaturas mais baixas levam as pessoas a permanecerem por mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, favorecendo a circulação de vírus e aumentando o risco de transmissão.

Embora muitas pessoas considerem a gripe uma doença simples, ela pode provocar complicações importantes, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Por isso, a prevenção continua sendo a melhor estratégia para proteger a saúde durante os meses mais frios do ano.

O que é a gripe?

A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus Influenza. Seus sintomas costumam surgir de forma repentina e podem incluir:

Em alguns casos, a doença pode evoluir para quadros mais graves com pneumonia viral, internações hospitalares e complicações cardiovasculares.

Por que a gripe é mais comum no inverno?

Existem diversos fatores que contribuem para o aumento dos casos durante essa época do ano:

Ambientes fechados

No inverno, as pessoas tendem a manter janelas e portas fechadas, reduzindo a circulação do ar e facilitando a transmissão dos vírus.

Maior permanência em locais compartilhados

Escolas, escritórios, transporte público e outros ambientes com grande circulação de pessoas tornam-se locais propícios para a disseminação do vírus.

Mudanças no organismo

As baixas temperaturas também podem afetar os mecanismos naturais de defesa das vias respiratórias, aumentando a suscetibilidade às infecções.

A vacinação é a principal forma de prevenção

A vacina contra a gripe é considerada a medida mais eficaz para reduzir o risco de infecção e, principalmente, evitar complicações graves relacionadas ao vírus Influenza.

Todos os anos, a vacina é atualizada para oferecer proteção contra as cepas com maior circulação prevista para a temporada.

Além de proteger quem recebe a imunização, a vacinação contribui para reduzir a circulação do vírus na comunidade, beneficiando toda a população.

Quem deve se vacinar?

A vacinação é recomendada para toda a população a partir dos seis meses de idade, salvo orientações médicas específicas.

A imunização é especialmente importante para:

Outros cuidados importantes durante o inverno

Além da vacinação, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de transmissão:

Quando procurar atendimento médico?

É importante procurar avaliação médica caso ocorram sintomas como:

O acompanhamento adequado permite um diagnóstico correto e a indicação do melhor tratamento para cada caso.

Proteja sua saúde neste inverno

A gripe pode parecer uma doença comum, mas seus impactos podem ser significativos, especialmente para pessoas mais vulneráveis. A vacinação anual continua sendo uma das medidas mais importantes para proteger a saúde individual e coletiva.

Manter a carteira de vacinação atualizada é um gesto de cuidado consigo mesmo, com a família e com toda a comunidade.


Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Disponível em: https://www.gov.br/saude

SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Influenza e vacinação. Disponível em: https://sbim.org.br

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (Fiocruz). Gripe e infecções respiratórias. Disponível em: https://portal.fiocruz.br

Receber um exame de sangue com a creatinina elevada costuma gerar preocupação em muitos pacientes. E, de fato, esse resultado merece atenção. Embora nem sempre indique uma doença grave, a creatinina alta pode ser um importante sinal de alerta para alterações na função dos rins e merece avaliação adequada.

A creatinina é uma substância produzida naturalmente pelo organismo a partir da atividade muscular. Todos os dias, o corpo produz creatinina constantemente, e os rins são responsáveis por filtrar essa substância e eliminá-la pela urina. Quando essa filtragem não acontece corretamente, os níveis de creatinina começam a aumentar no sangue.

Por isso, a dosagem da creatinina é um dos exames mais utilizados para avaliar a saúde renal.

O que pode causar creatinina alta?

Existem diferentes fatores que podem levar ao aumento da creatinina. Em alguns casos, a alteração é temporária e reversível. Em outros, pode indicar doenças que exigem acompanhamento contínuo.

Uma das causas mais comuns é a doença renal crônica. Nessa condição, os rins perdem gradualmente sua capacidade de filtrar o sangue, permitindo o acúmulo de toxinas no organismo. Muitas vezes, esse problema está associado a doenças como hipertensão arterial e diabetes, que ao longo dos anos podem causar danos silenciosos aos rins.

Outro fator bastante frequente é a desidratação. Quando o organismo recebe menos líquidos do que precisa, o fluxo sanguíneo nos rins diminui, prejudicando temporariamente o processo de filtração. Nesses casos, a creatinina pode subir mesmo sem existir uma doença renal permanente.

Alguns medicamentos também podem interferir na função renal. Anti-inflamatórios, determinados antibióticos e contrastes utilizados em exames são exemplos de substâncias que podem impactar o funcionamento dos rins, principalmente em pacientes que já possuem algum grau de fragilidade renal.

Além disso, pessoas com maior massa muscular podem apresentar níveis naturalmente mais elevados de creatinina, já que a substância é produzida pelos músculos. Exercícios físicos intensos, uso de suplementos e lesões musculares também podem influenciar temporariamente o resultado do exame.

Em algumas situações, obstruções urinárias — como pedras nos rins ou aumento da próstata — dificultam a eliminação da urina e acabam comprometendo o funcionamento renal, elevando os níveis de creatinina.

A creatinina alta causa sintomas?

Nem sempre. Em muitos casos, principalmente no início das alterações renais, o paciente não apresenta sintomas perceptíveis. Isso faz com que a creatinina elevada seja descoberta apenas em exames de rotina.

Quando a função dos rins já está mais comprometida, alguns sinais podem começar a surgir, como cansaço excessivo, inchaço, pressão alta, náuseas, perda de apetite e alterações urinárias. Em casos mais avançados, também pode haver falta de ar e sensação constante de mal-estar.

Por serem sintomas que podem estar relacionados a diversas condições de saúde, a avaliação médica é essencial para identificar a causa correta.

Creatinina alta significa insuficiência renal?

Não necessariamente.

Um exame alterado isoladamente não é suficiente para diagnosticar insuficiência renal. O médico precisa analisar o histórico do paciente, a presença de outras doenças, exames complementares e a taxa de filtração glomerular (TFG), que ajuda a medir a capacidade de funcionamento dos rins.

Em alguns casos, a alteração pode ser temporária e melhorar após hidratação adequada, ajuste de medicamentos ou tratamento da causa associada. Já em outros, a creatinina elevada pode ser um dos primeiros sinais de uma doença renal em desenvolvimento.

Por isso, cada caso deve ser interpretado de forma individualizada.

Como preservar a saúde dos rins?

A prevenção continua sendo uma das principais formas de proteger a função renal ao longo da vida.

Controlar adequadamente a pressão arterial e o diabetes é fundamental, já que essas doenças estão entre as maiores causas de insuficiência renal crônica. Além disso, manter uma boa hidratação ajuda os rins a funcionarem corretamente e favorece a eliminação de toxinas do organismo.

Também é importante evitar o uso frequente de medicamentos sem orientação médica, especialmente anti-inflamatórios, que podem causar danos renais quando utilizados em excesso.

A realização periódica de exames laboratoriais é outro ponto essencial, principalmente para pessoas com fatores de risco, histórico familiar de doença renal ou doenças crônicas associadas.

Quando procurar um nefrologista?

A avaliação com um nefrologista é recomendada sempre que a creatinina permanece elevada ou quando existem sinais de comprometimento da função renal.

Pacientes com hipertensão, diabetes, alterações urinárias, histórico familiar de doença renal ou exames alterados devem realizar acompanhamento especializado para investigação adequada.

O diagnóstico precoce é importante porque muitas doenças renais evoluem de forma silenciosa. Quanto antes o problema é identificado, maiores são as chances de controlar a progressão da doença e evitar complicações futuras.

Conclusão

A creatinina alta no exame de sangue é um sinal que merece atenção, principalmente porque pode indicar alterações no funcionamento dos rins.

Embora nem sempre represente uma doença grave, investigar corretamente a causa é fundamental para preservar a saúde renal e evitar complicações no longo prazo.

O acompanhamento médico, aliado aos cuidados preventivos e à realização de exames periódicos, continua sendo a melhor estratégia para manter os rins funcionando adequadamente e garantir mais qualidade de vida.

Referências Bibliográficas

• Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Função renal e exames laboratoriais.
• National Kidney Foundation (NKF). Understanding Creatinine Levels.
• Ministério da Saúde. Doença Renal Crônica: diagnóstico e prevenção.
• KDIGO Clinical Practice Guidelines for Chronic Kidney Disease.
• Mayo Clinic. Creatinine Test: Normal and High Levels.

Com a chegada do inverno, os cuidados com a saúde precisam ser intensificados — especialmente para pacientes que realizam hemodiálise. As baixas temperaturas podem trazer impactos importantes para o organismo e aumentar os riscos de complicações, infecções e descompensações clínicas.

Pacientes renais crônicos já possuem uma condição de saúde mais delicada e, durante o frio, o corpo passa por alterações que exigem ainda mais atenção ao sistema cardiovascular, imunológico e ao controle da hidratação.

Neste artigo, explicamos por que o inverno merece cuidados especiais para quem faz hemodiálise e quais medidas ajudam a preservar a saúde e a qualidade de vida durante essa época do ano.


Como o frio afeta pacientes em hemodiálise?

Durante o inverno, o organismo tende a sofrer mudanças fisiológicas importantes. O frio provoca vasoconstrição — ou seja, o estreitamento dos vasos sanguíneos — o que aumenta a pressão arterial e pode sobrecarregar o coração.

Para pacientes renais, isso pode representar um risco ainda maior, já que muitos também convivem com:

Além disso, temperaturas mais baixas favorecem infecções respiratórias, que podem evoluir de forma mais grave em pacientes imunossuprimidos.


Maior risco de infecções no inverno

Infecções respiratórias são uma das principais preocupações para pacientes em hemodiálise durante o frio.

Gripes, resfriados, sinusites, bronquites e pneumonias podem causar complicações importantes, levando inclusive à necessidade de internação.

Isso acontece porque pacientes renais crônicos frequentemente apresentam:

Além disso, a rotina frequente em clínicas e ambientes compartilhados também aumenta o contato com vírus e bactérias.


Atenção à pressão arterial

O frio pode elevar naturalmente a pressão arterial devido à contração dos vasos sanguíneos.

Para pacientes em hemodiálise, essa alteração merece atenção especial, pois o controle da pressão é fundamental para evitar:

Por isso, o acompanhamento regular e o uso correto das medicações tornam-se ainda mais importantes no inverno.


O inverno pode alterar a sensação de sede

Muitas pessoas sentem menos sede durante o frio. Porém, isso não significa que o organismo precise de menos atenção com o equilíbrio hídrico.

Pacientes em hemodiálise precisam manter rigorosamente as orientações médicas sobre ingestão de líquidos, evitando tanto o excesso quanto a desidratação.

O excesso de líquidos entre as sessões pode causar:

Já a baixa ingestão pode favorecer hipotensão e mal-estar.


Cuidados com o acesso vascular

Outro ponto importante no inverno é o cuidado com a fístula arteriovenosa ou cateter.

As temperaturas baixas podem causar desconforto vascular e alterações circulatórias. Além disso, infecções relacionadas ao acesso vascular continuam sendo um risco importante.

Alguns cuidados essenciais incluem:


Como se proteger durante o inverno?

Algumas medidas simples ajudam a reduzir riscos e preservar a saúde dos pacientes em hemodiálise:

1. Manter vacinação em dia

Vacinas contra gripe e pneumonia são fundamentais para reduzir complicações respiratórias.


2. Higienizar as mãos com frequência

Principalmente antes e após sessões de hemodiálise.


3. Evitar ambientes fechados e aglomerações

Isso reduz o risco de contaminação por vírus respiratórios.


4. Manter alimentação equilibrada

Uma boa nutrição auxilia o sistema imunológico e contribui para a recuperação do organismo.


5. Seguir rigorosamente o tratamento

Não faltar às sessões de hemodiálise e manter acompanhamento regular com o nefrologista é essencial.


Saúde renal exige cuidado contínuo

Pacientes em hemodiálise precisam de acompanhamento constante durante todo o ano, mas o inverno exige uma atenção ainda mais cuidadosa.

Pequenos sinais, como cansaço excessivo, febre, falta de ar ou alterações na pressão arterial, não devem ser ignorados.

O cuidado preventivo, aliado ao acompanhamento médico adequado, é fundamental para atravessar essa estação com mais segurança, estabilidade e qualidade de vida.


Conclusão

O inverno representa um período de maior vulnerabilidade para pacientes em hemodiálise, principalmente devido ao aumento do risco cardiovascular e de infecções.

Por isso, manter o tratamento em dia, reforçar os cuidados preventivos e estar atento aos sinais do corpo são atitudes fundamentais para preservar a saúde renal e evitar complicações.

A prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes para garantir mais segurança e qualidade de vida ao paciente renal.


Referências Bibliográficas

• Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Cuidados com pacientes renais no inverno.

• National Kidney Foundation (NKF). Hemodialysis and Seasonal Health Risks.

• World Health Organization (WHO). Chronic Kidney Disease and Infection Prevention.

• KDIGO Clinical Practice Guidelines for Chronic Kidney Disease.

• Ministério da Saúde. Doença Renal Crônica e prevenção de complicações respiratórias.

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O mês de maio ganha uma cor de alerta para a saúde pública: o Maio Vermelho. Esta campanha mundial visa tirar da invisibilidade as hepatites virais, doenças inflamatórias que atacam o fígado e que, juntas, matam cerca de 1,1 milhão de pessoas anualmente ao redor do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Inimigo Silencioso

O grande desafio das hepatites (principalmente os tipos B e C) é o seu caráter assintomático. O fígado não possui terminações nervosas de dor, o que significa que a doença pode progredir silenciosamente por décadas. Quando os sintomas como icterícia (olhos e pele amarelados), urina escura e cansaço extremo aparecem, muitas vezes o fígado já apresenta cirrose ou carcinoma hepatocelular (câncer).

Diferenciando os tipos de Hepatites

O Avanço da Medicina e a Cura

Diferente da Hepatite B, que possui controle mas raramente cura definitiva, a Hepatite C hoje tem cura. O advento dos antivirais de ação direta (DAAs) permite tratamentos curtos (8 a 12 semanas), via oral e com pouquíssimos efeitos colaterais, apresentando taxas de sucesso superiores a 95%.

A Importância do Teste Rápido

O Maio Vermelho reforça que o diagnóstico é um ato de autocuidado. O SUS oferece testes rápidos gratuitos que ficam prontos em menos de 30 minutos. Recomenda-se que toda pessoa acima de 40 anos faça o teste pelo menos uma vez na vida, independentemente de possuir sintomas ou fatores de risco aparentes.

Ações Preventivas:

Referências:

  1. Ministério da Saúde (Brasil). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções.
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Global Progress Report on HIV, Viral Hepatitis and Sexually Transmitted Infections.
  3. Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH). Consenso sobre o Tratamento das Hepatites Virais.
  4. Journal of Hepatology. Trends in Viral Hepatitis Mortality and Morbidity.

A infecção do trato urinário (ITU) é uma das condições mais frequentes na prática clínica, motivando milhões de consultas anualmente. Embora muitas vezes encarada como um problema simples de resolução rápida, a ITU possui um potencial de gravidade que não pode ser ignorado: a evolução para o choque séptico.

O mecanismo da infecção: da Cistite à Pielonefrite

A maioria das infecções começa na uretra e sobe para a bexiga, caracterizando a cistite. Os sintomas típicos incluem a disúria (dor ao urinar) e a polaciúria (aumento da frequência urinária). O risco real surge quando as bactérias — em 80% dos casos a Escherichia coli — realizam o caminho ascendente pelos ureteres até atingirem os rins, causando a pielonefrite.

Uma vez nos rins, os microrganismos encontram um ambiente altamente vascularizado. A barreira entre o sistema urinário e a corrente sanguínea pode ser rompida, permitindo que as bactérias e suas toxinas invadam o sangue.

O que é a Sepse e por que ela é fatal?

Diferente do que muitos pensam, a sepse não é apenas "infecção no sangue", mas sim uma resposta desregulada do próprio sistema imunológico. Ao tentar combater a invasão bacteriana, o corpo desencadeia uma inflamação sistêmica que acaba danificando os próprios tecidos. Isso pode levar à queda drástica da pressão arterial (choque séptico) e à falência de órgãos vitais como pulmões, fígado e o próprio coração.

Sinais de Alerta

É fundamental reconhecer os sinais de que a infecção ultrapassou o limite local:

Conclusão: O tratamento precoce com o antibiótico correto, guiado por exame de urocultura, é a única forma de interromper essa progressão. A hidratação adequada e a higiene rigorosa continuam sendo as melhores armas preventivas.

Referências:

  1. ILAS (Instituto Latino Americano da Sepse). Protocolos de Reconhecimento e Tratamento da Sepse e Choque Séptico. 2. Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Guia de Utilização de Anti-infecciosos e Orientações Diagnósticas.
  2. Urology Care Foundation. Urinary Tract Infections: Pathophysiology and Management.
  3. The Lancet. Sepsis: Lancet Seminar on epidemiology and clinical practice.

A famosa "pedra na vesícula" — tecnicamente chamada de colelitíase — é uma das condições mais comuns na prática gastroenterológica e cirúrgica. Estima-se que cerca de 10% a 20% da população mundial adulta possua cálculos biliares, embora muitos não apresentem sintomas imediatos.

Mas por que essas pedras se formam e o que você pode fazer para evitar as temidas crises de cólica biliar?

O que é a vesícula biliar e como as pedras se formam?

A vesícula é um pequeno órgão em formato de pera, localizado abaixo do fígado. Sua função é armazenar a bile, um líquido produzido pelo fígado que ajuda na digestão das gorduras.

As pedras se formam quando há um desequilíbrio na composição desse líquido. Existem dois tipos principais de cálculos:

  1. Cálculos de Colesterol: São os mais comuns (cerca de 80%). Ocorrem quando o fígado excreta mais colesterol do que a bile consegue dissolver.
  2. Cálculos Pigmentares: Formados quando há excesso de bilirrubina na bile (comum em pacientes com doenças hepáticas ou do sangue).

Principais causas e fatores de risco

Alguns grupos de pessoas têm maior propensão ao desenvolvimento de cálculos:

Como prevenir a formação de pedras na vesícula?

Embora não possamos mudar a genética ou a idade, hábitos de vida saudáveis são os maiores aliados na prevenção:

1. Mantenha uma dieta rica em fibras

Frutas, vegetais e grãos integrais ajudam a reduzir a absorção de colesterol e melhoram o trânsito intestinal.

2. Priorize gorduras boas

Substitua gorduras saturadas (frituras e carnes gordas) por gorduras insaturadas, como o azeite de oliva, abacate e oleaginosas (nozes e castanhas), que estimulam o esvaziamento correto da vesícula.

3. Evite o jejum prolongado e dietas "milagrosas"

A vesícula precisa se contrair para liberar a bile. Ficar muitas horas sem comer faz com que a bile fique "parada", favorecendo a cristalização do colesterol.

4. Pratique exercícios físicos regularmente

A atividade física ajuda no controle do peso e melhora o metabolismo das gorduras e da insulina, reduzindo o risco de cálculos.

Quando procurar um especialista?

A pedra na vesícula pode ser silenciosa, mas quando um cálculo obstrui o ducto biliar, surge a cólica biliar: uma dor intensa no lado direito do abdome ou na boca do estômago, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos após refeições gordurosas.

Se você sente esses desconfortos ou já sabe que possui cálculos, o acompanhamento médico é essencial para decidir se o tratamento será clínico ou cirúrgico (colecistectomia), evitando complicações como a colecistite (inflamação aguda) ou pancreatite biliar.


Referências Bibliográficas:

  1. Lammert, F., et al. (2016). Gallstones. Nature Reviews Disease Primers.
  2. Sociedade Brasileira de Digestão (SBD). Colelitíase: Diagnóstico e Tratamento.
  3. Wittenburg, H. (2015). Hereditary Liver Disease: Gallstones. Best Practice & Research Clinical Gastroenterology.
  4. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK). Dieting and Gallstones.

O transplante renal é a modalidade terapêutica que oferece a melhor sobrevida e qualidade de vida para pacientes com falência renal. No entanto, o sucesso do procedimento depende de um rigoroso protocolo de seleção de doadores para minimizar os riscos de rejeição e garantir a segurança de todos os envolvidos.

1. O Doador Vivo: A Avaliação Multidimensional

A doação em vida é pautada pelo princípio da segurança máxima ao doador. Ele deve ser capaz de viver plenamente com apenas um rim sem desenvolver complicações futuras.

Critérios Clínicos e Metabólicos

O candidato passa por uma avaliação minuciosa que inclui:

A Barreira Imunológica: ABO, HLA e Crossmatch

O sucesso do transplante depende da compatibilidade entre o sistema imune do doador e do receptor:

Aspectos Legais (Brasil)

De acordo com a Lei 9.434/97, parentes até o quarto grau e cônjuges podem doar. No caso de amigos ou pessoas sem vínculo de parentesco, é obrigatória a autorização judicial e a aprovação pela Comissão de Ética do Hospital para prevenir qualquer suspeita de comercialização de órgãos.

2. O Doador Falecido e a Morte Encefálica

A doação após o falecimento ocorre exclusivamente em casos de Morte Encefálica (ME), que é a perda completa e irreversível das funções do cérebro e do tronco cerebral, mantendo o coração batendo apenas por meios artificiais.

3. Recuperação e Vida após a Doação

A cirurgia para o doador vivo é feita preferencialmente por videolaparoscopia (menos invasiva), com tempo de internação curto (2 a 3 dias). Estudos mostram que, com o acompanhamento médico anual e hábitos saudáveis, o doador não tem sua expectativa de vida reduzida e o rim remanescente compensa a função necessária para uma vida normal.

Referências Bibliográficas:

  1. Abbud-Filho, M., et al. Manual de Transplante Renal. Sociedade Brasileira de Nefrologia, 2020.
  2. Lei Federal Nº 9.434/1997 e Decreto Nº 9.175/2017 (Legislação de Transplantes no Brasil).
  3. Hart, A., et al. (2020). OPTN/SRTR 2018 Annual Data Report: Kidney. American Journal of Transplantation.

Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) Transplant Work Group. KDIGO clinical practice guideline on the evaluation and care of living kidney donors. Transplantation.

A Doença Renal Crônica (DRC) é definida pela presença de dano renal ou pela redução da função renal por um período igual ou superior a três meses, independentemente da causa. Por ser uma patologia de caráter progressivo e muitas vezes assintomática, o diagnóstico precoce e a classificação precisa por estágios são as ferramentas mais eficazes para retardar a falência renal e reduzir o risco cardiovascular associado.

A Classificação por Estágios (KDIGO)

A diretriz internacional KDIGO utiliza a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e a presença de albuminúria para estratificar o risco do paciente.

Estágio 1: TFG ≥ 90 mL/min/1,73m²

Nesta fase, a função de filtração está preservada, mas há evidências estruturais de lesão (como proteinúria, hematúria ou alterações em exames de imagem).

Estágio 2: TFG 60-89 mL/min/1,73m² (Ligeira Redução)

Há uma perda funcional leve. O rim ainda compensa as demandas metabólicas, mas a reserva funcional começa a diminuir.

Estágio 3: TFG 30-59 mL/min/1,73m² (Redução Moderada)

Este estágio é o "divisor de águas". É subdividido em 3A (45-59) e 3B (30-44). Aqui, as complicações sistêmicas tornam-se clinicamente evidentes.

Estágio 4: TFG 15-29 mL/min/1,73m² (Redução Severa)

O paciente apresenta fadiga, edema e alterações bioquímicas graves (acidose metabólica e hipercalemia).

Estágio 5: TFG < 15 mL/min/1,73m² (Falência Renal)

Fase terminal da função renal. O organismo não consegue mais manter a homeostase sem auxílio externo.

Referências Bibliográficas:

  1. KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. Kidney International.
  2. Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Diretrizes Brasileiras de Doença Renal Crônica.
  3. Brenner & Rector's The Kidney. 11th Edition. Elsevier, 2019.
  4. National Kidney Foundation (NKF). KDOQI Clinical Practice Guidelines.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Este texto é um convite à mudança de hábitos e à quebra de tabus. Neste artigo, você vai entender como prevenir, identificar e tratar o câncer de próstata, além da importância de cuidar da saúde renal durante esse processo.


O que é o Câncer de Próstata

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, responsável por produzir parte do líquido seminal.
O câncer de próstata ocorre quando há crescimento anormal e descontrolado das células da glândula, que podem formar um tumor e, em casos mais avançados, se espalhar para outras regiões do corpo.

Na maioria das vezes, a doença evolui lentamente, o que torna o diagnóstico precoce essencial para garantir maior sucesso no tratamento.


Sintomas do Câncer de Próstata

Nos estágios iniciais, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas — por isso, a realização de exames regulares é fundamental.
Quando os sinais aparecem, geralmente incluem:

⚠️ Atenção: sintomas urinários também podem indicar doenças renais ou infecções, por isso é importante buscar avaliação médica o quanto antes.


Fatores de Risco

Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver o câncer de próstata:

Homens com histórico familiar devem iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos, ou antes, se houver recomendação médica.


Diagnóstico: quando procurar um médico

O diagnóstico é feito por meio de exames simples e seguros, que permitem detectar alterações antes do surgimento dos sintomas.
Os principais são:

A combinação dos exames aumenta a precisão do diagnóstico e ajuda a definir o melhor tratamento.


Prevenção: hábitos que fazem diferença

Embora não haja uma forma garantida de evitar o câncer de próstata, alguns hábitos reduzem significativamente o risco da doença:

Cuidar da saúde de forma integral é a melhor forma de prevenção.


Saúde Renal e Câncer de Próstata

Poucos sabem, mas o câncer de próstata e seus tratamentos podem impactar diretamente a função dos rins.
A obstrução urinária causada por tumores ou aumento da próstata pode dificultar o esvaziamento da bexiga, provocando retenção de urina e sobrecarga renal.

Por isso, é essencial que pacientes com alterações prostáticas também mantenham acompanhamento com um nefrologista, garantindo o funcionamento adequado dos rins e prevenindo complicações.


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Na Clínica Chocair, acreditamos que cuidar da saúde é um ato de prevenção e amor à vida.
Nossa equipe multidisciplinar está preparada para acompanhar pacientes em todas as fases — do diagnóstico à reabilitação — com foco na saúde prostática e renal.


Referências bibliográficas

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