O transplante renal é a modalidade terapêutica que oferece a melhor sobrevida e qualidade de vida para pacientes com falência renal. No entanto, o sucesso do procedimento depende de um rigoroso protocolo de seleção de doadores para minimizar os riscos de rejeição e garantir a segurança de todos os envolvidos.
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A doação em vida é pautada pelo princípio da segurança máxima ao doador. Ele deve ser capaz de viver plenamente com apenas um rim sem desenvolver complicações futuras.
O candidato passa por uma avaliação minuciosa que inclui:
O sucesso do transplante depende da compatibilidade entre o sistema imune do doador e do receptor:
De acordo com a Lei 9.434/97, parentes até o quarto grau e cônjuges podem doar. No caso de amigos ou pessoas sem vínculo de parentesco, é obrigatória a autorização judicial e a aprovação pela Comissão de Ética do Hospital para prevenir qualquer suspeita de comercialização de órgãos.
A doação após o falecimento ocorre exclusivamente em casos de Morte Encefálica (ME), que é a perda completa e irreversível das funções do cérebro e do tronco cerebral, mantendo o coração batendo apenas por meios artificiais.
A cirurgia para o doador vivo é feita preferencialmente por videolaparoscopia (menos invasiva), com tempo de internação curto (2 a 3 dias). Estudos mostram que, com o acompanhamento médico anual e hábitos saudáveis, o doador não tem sua expectativa de vida reduzida e o rim remanescente compensa a função necessária para uma vida normal.
Referências Bibliográficas:
Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) Transplant Work Group. KDIGO clinical practice guideline on the evaluation and care of living kidney donors. Transplantation.

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