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Quem nunca?

Atualizado em 03/11/2021
Tempo de leitura: 2 min.

Quem nunca recebeu uma “receitinha milagrosa” de um amigo, familiar ou vizinho?

Saiba que essa é uma prática que, apesar de comum e da boa intenção de quem nos sugere algum medicamento, pode ser bastante perigosa.

A automedicação faz parte da cultura brasileira. Temos na ponta da língua receitas prontas para dor de cabeça, para gripe, dor de garganta e muitas outras enfermidades.

Além de cultural, um outro fator que favorece um indivíduo a se medicar sem orientação médica é a falta de acesso fácil a um serviço médico. Muitas vezes, para ser avaliado por um médico, o paciente precisa ficar horas na fila de um pronto atendimento, seja ele público ou privado. A escassez de bons serviços básicos de saúde contribui para que muitas pessoas optem pela automedicação.

A internet com certeza aumentou a prática da automedicação. Com o aumento de sites disponíveis, uma rápida pesquisa pode trazer a falsa segurança de se estar embasado para tomar determinada medicação por conta própria. Também através da televisão, do rádio e vários outros meios de comunicação, somos bombardeados por apelos ressaltando o benefício de um determinado medicamento, e em letras minúsculas, que mal enxergamos, pequenos alertas sobre riscos que este pode trazer à nossa saúde. 

Outro fator relevante é o fato de que, no Brasil, temos fácil acesso a medicamentos sem necessidade de receita médica. Basta ir à farmácia e escolher.

O risco dessa prática é que muitas medicações, com uso prolongado e excessivo, podem desencadear uma série de danos e efeitos colaterais à saúde. Além do fato de que, muitas vezes, não alcançamos o efeito desejado para o medicamento utilizado por fazê-lo de forma incorreta ou pelo fato de ele simplesmente não funcionar para aquele sintoma.

Podemos citar exemplos de uso inadequado de medicações para desobstrução nasal, corticoides, remédios para coriza, dores musculares e articulares, vermelhidão nos olhos e até uso crônico de analgésicos potentes para dores de cabeça e pelo corpo que, quando feitos de forma inadequada, podem piorar os sintomas a longo prazo e até causar dependência.

Portanto, tenha cuidado com a automedicação e, em caso de surgimento de sintomas, procure seu médico de confiança para que possa passar por avaliação adequada dos sintomas, solicitação de exames caso necessário e o tratamento direcionado aos seus sintomas / sua doença.

Se achou útil, compartilhe este post e ajude a cuidar.

SOBRE O(A) AUTOR(A)
Dra. Sara Mohrbacher CRM SP 146577, possui experiência na área de Clínica Médica, no manejo de pacientes que necessitam internação hospitalar, e nefrologia. Atuando principalmente nos seguintes temas: cuidados como um todo do paciente, interligando suas múltiplas patologias.
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