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Qual a relação entre hipertensão arterial e os rins? Descubra!

A imagem mostra um braço com um aparelho de medir pressão.

A hipertensão arterial é um problema sistêmico que se caracteriza pelo aumento da pressão sanguínea no interior de vasos, veias e artérias. Esse quadro prejudica os rins porque leva a uma sobrecarga deles, com risco de falência desses órgãos.

Você sabia que pessoas com quadro de pressão alta estão mais suscetíveis a desenvolver doença renal crônica? Isso acontece porque a hipertensão arterial atrapalha o funcionamento dos rins e, em longo prazo, faz com que eles parem de trabalhar.

A maior preocupação é o fato de que a pressão alta é um mal silencioso, assim como a doença renal. Por isso, é muito importante fazer o monitoramento da saúde, a fim de evitar que um problema leve ao outro. E nós preparamos este artigo para que você se informe mais sobre o assunto e saiba como cuidar bem da sua saúde. Acompanhe!

O que é hipertensão arterial?

Pressão arterial é a pressão que o coração exerce na parede das artérias. É composta de 2 números, sendo o primeiro a pressão sistólica (pressão medida no momento em que o coração bombeia o sangue), considerada normal até 139 mmHg. A pressão diastólica é medida quando o coração relaxa, sendo considerada normal até 89 mmHg. Com esses dois valores, compomos a medida da pressão arterial, por exemplo: 120/80 mmHg.

Uma pessoa com hipertensão arterial é aquela cuja pressão sistólica é igual ou maior que 140 mmHg e a diastólica é igual ou maior do que 90 mmHg. Sendo assim, um quadro de pressão alta é aquele em que a medição acusou igual ou maior do que 140/90.

Na prática, isso significa que o coração está encontrando uma resistência maior por parte de veias, artérias e vasos sanguíneos para fazer com que o fluxo sanguíneo circule pelo organismo. Isso acontece porque a pressão dentro deles fica maior, o que pode ser, por exemplo, em função do acúmulo de placas de gordura ou do enrijecimento da parede dos vasos.

As oscilações da pressão arterial são consideradas normais em alguns casos, como quando fazemos esforços físicos e o coração trabalha mais. Porém, a tendência é de que ela se normalize em seguida. Mas quando em diferentes medições, com a pessoa em repouso, os valores ainda estão altos, então se caracteriza como um quadro de hipertensão.

Quais são os sintomas da hipertensão arterial?

Saber quais os sintomas de pressão alta é importante para observar a própria saúde. Entretanto nem sempre a elevação da pressão arterial é sintomática. O que dificulta ou atrasa o atendimento médico precoce, propiciando quadros como acidente vascular cerebral, doenças cardiovasculares e doença renal.

De toda forma, a hipertensão arterial pode se manifestar como:

  • tontura;
  • falta de ar;
  • dor de cabeça;
  • dor no peito;
  • dor na nuca;
  • sangramento nasal.

Por ser difícil diagnosticar a hipertensão por meio dos sinais e sintomas, é importante medir a pressão arterial periodicamente. Assim, é possível verificar quando há o aumento da pressão arterial para prosseguir investigação e iniciar tratamento o mais breve possível.

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Como a pressão alta prejudica os rins?

A pressão arterial é um problema que não prejudica somente o coração. Como você viu, ela pode trazer prejuízos também para os rins. Isso acontece porque esses órgãos são responsáveis por filtrar o sangue (cerca de 25 % do débito cardíaco diário) e, em quadros de hipertensão, ocorre sobrecarga do trabalho renal.

Os rins fazem mais esforço do que deveriam, o que em longo prazo faz com que eles percam suas funções. A hipertensão arterial, portanto, faz com que os rins deixem de funcionar, gradativamente.

Isso pode acontecer porque a pressão alta, junto com a rigidez das artérias, aumenta a pressão nas arteríolas aferentes (aquelas que levam o sangue aos rins), provocando hiperfiltração nos glomérulos renais e uma hiperperfusão. A perda das funções renais também acontece por causa do estreitamento do lúmen dos vasos e a redução do fluxo sanguíneo glomerular.

Os rins também têm o importante papel de regular a pressão sanguínea. Quando está tudo certo com esses órgãos e ocorre uma elevação da pressão arterial, os rins aumentam a excreção de água e sódio, o que diminui o volume sanguíneo fazendo com que a pressão alcance valores normais novamente.

Sendo assim, quando a própria hipertensão prejudica o funcionamento dos rins eles não conseguem realizar esse controle, favorecendo ainda mais o quadro de pressão alta. Portanto, consiste em uma via de mão dupla que causa sérios prejuízos para a saúde do indivíduo.

Os pacientes com quadros de hipertensão têm maiores chances de desenvolver doença renal crônica e, consequentemente, falência renal. Ao mesmo tempo, aqueles que já apresentam problemas nos rins têm uma maior probabilidade de ter hipertensão. Inclusive, quase todos os pacientes já em fase dialítica ou terminal da doença renal crônica são pessoas hipertensas.

É possível controlar esse quadro clínico?

Existe tratamento tanto para a hipertensão arterial quanto para a doença renal. No primeiro caso, como é uma doença que está muito relacionada aos hábitos, a recomendação é fazer uma mudança no estilo de vida.

São feitas adequações na dieta para consumir alimentos que evitem a retenção de líquidos.

Também é controlado o volume de sódio (sal) ingerido. É importante o controle do peso corporal e a prática de exercícios físicos, que ajudam a diminuir o colesterol, que também se relaciona com os quadros de hipertensão.

Alguns pacientes podem precisar de medicamentos que ajudam a controlar a pressão sanguínea, como aqueles com ação diurética. É importante reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e abandonar o tabaco, porque isso não só controla a pressão do sangue como também evita a ocorrência de doenças cardíacas.

Quando os rins não sofreram um grande comprometimento, essas medidas bastam para garantir que eles se mantenham saudáveis também. Mas, no caso dos pacientes que já estão com doença renal crônica é recomendado um tratamento personalizado conforme o estágio do problema, de preferência, com nefrologista.

Aqueles que já apresentam um grave comprometimento das funções renais podem precisar da realização de sessões de diálise. Elas são recomendadas apenas para aqueles cujos rins já não estão mais conseguindo cumprir as suas funções, logo, não são todos os pacientes com doença renal que precisam dessa técnica.

É muito importante lembrar que a hipertensão arterial pode ser prevenida porque, muitas vezes, ela se relaciona com os hábitos e estilos de vida da pessoa. Assim, adotando hábitos mais saudáveis, é possível manter o funcionamento perfeito do coração e o fluxo sanguíneo livre.

O acompanhamento médico também é indispensável para identificar o nível de pressão arterial elevado e fazer uma investigação sobre o que está provocando esse problema. Tudo isso antes que os rins sejam prejudicados por causa dele.

Agora que você já sabe quais são os sintomas de pressão alta, também vale observar a manifestação deles e, em caso de dúvidas, sempre consulte um médico. Afinal, a doença renal não tem cura e sua tendência é se agravar com o tempo até que os rins deixam de funcionar. Por isso, a prevenção é a melhor medida.

SOBRE O(A) AUTOR(A)

Dra. Sara Mohrbacher CRM SP 146577, possui experiência na área de Clínica Médica, no manejo de pacientes que necessitam internação hospitalar, e nefrologia. Atuando principalmente nos seguintes temas: cuidados como um todo do paciente, interligando suas múltiplas patologias.

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